segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Gerando Evolução e Diversidade

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A geração de eletricidade no Brasil
segue em contínua expansão com
mais equilíbrio na matriz.
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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Conta de luz não terá cobrança de taxa extra em dezembro, diz Aneel.

Conta de luz não terá cobrança de taxa extra em dezembro, diz Aneel

A bandeira
tarifária de
dezembro é
Verde!
isso significa que não
haverá custo adicional
na sua conta de energia.

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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Atenção Bandeira Amarela à vista Sua Energia Elétrica ficará mais cara na sua conta de luz elétrica

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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

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A lei de atração funciona assim: você não atrai o que você quer, você atrai o que você é. Sustentabilidade - Energia Solar

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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

terça-feira, 18 de outubro de 2016

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Batedeira de açaí que utiliza energia solar será implantada no interior do AP

Batedeira de açaí que utiliza energia solar será implantada no interior do AP

crédito: Jorge Abreu

Projeto foi desenvolvido por um professor e duas estudantes da Unifap.
Proposta pode melhorar qualidade de vida de comunidades carentes.

Um projeto do curso de engenharia elétrica da Universidade Federal do Amapá (Unifap) resultou numa batedeira de açaí que funciona através de energia solar. A proposta é facilitar o trabalho de ribeirinhos, extrativistas e remanescente de quilombo, que processam a fruta manualmente.
O trabalho, batizado de "Batedeira solar de Açaí" foi desenvolvido pelo professor Alaan Ubaiara Brito e pelas universitárias Allana Feijão e Anita Almeida, ambas de 23 anos. A ideia surgiu da vontade de aliar energia solar com foco social durante o trabalho de conclusão de curso das jovens.
As estudantes passaram um ano nos Estados Unidos, por meio do programa do governo federal Ciências Sem Fronteiras, onde se especializaram na área de energia renovável. De acordo com os pesquisadores, apenas uma comunidade poderá ser beneficiada com o projeto. A expectativa é implantar a energia solar nas bateteiras de açaí em seis meses.
“O foco é social. Existem centenas de comunidades que não têm acesso a energia elétrica que é um bem comum, todos deveriam ter e que proporciona uma qualidade de vida. Além disso, o foco do projeto são aquelas pessoas que dependem fundamentalmente do consumo do açaí, não é nem a venda do açaí, e sim realmente o consumo mesmo. Essas comunidades dependem do produto para viver, que é o alimento diário de diversas famílias”, explicou Allana.
A universitária reforça que a iniciativa é uma maneira de aprimorar a produção e venda da polpa. Para ser implantado é necessária a compra de 20 placas fotovoltaicas. O protótipo ao todo vai custar cerca de R$ 8 mil.
Mas, o projeto ganhou um incentivo. Ele foi premiado na categoria 'Economia Verde' dos prêmios Samuel Benchimol 2016 e Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente. O valor da premiação de R$ 25 mil deve ser utilizado para a conclusão e implantação do trabalho no interior do estado.
Allana conta que parte dos equipamentos para o protótipo inicial foram comprados pela universidade, e as placas são emprestadas. Allana ressalta que o grupo busca apoio para a implantação do projeto em mais de uma localidade.
“O projeto inicial demorou cerca de seis meses para ficar pronto. Agora queremos levar para as comunidades que necessitam do serviço. Mas para isso, precisamos de recursos. A batedeira de açaí e o inversor conseguimos pela universidade. Faltam as placas solares que é de um valor muito alto. Não vamos poder levar as da universidade para a implantação”, reforçou.

link: http://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2016/10/batedeira-de-acai-que-utiliza-energia-solar-sera-implantada-no-interior-do-ap.html


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Senado irá discutir PL para destinação de recursos para pesquisa em energias alternativas.

Senado irá discutir PL para
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Demanda global por energia vai atingir seu pico em 2030

Demanda global por energia vai atingir seu pico em 2030

O crescimento fenomenal de energia solar e eólica vai continuar. Este tipo de energia pode ser responsável por 39% da geração até 2060


O crescimento fenomenal de energia solar e eólica vai continuar

Segundo previsão do Conselho Mundial de Energia, a demanda global por energia vai atingir seu pico em 2030 graças às novas tecnologias e a políticas governamentais restritas. O relatório também prevê que a demanda per capita de energia (incluindo combustível, aquecimento e eletricidade) vai começar a cair depois de 2030.

No entanto, apesar da demanda per capita de energia começar a cair, a demanda por eletricidade vai dobrar até 2060, segundo o conselho, o que vai exigir grande investimento em infraestrutura e sistemas inteligentes que promovam eficiência energética.

O crescimento fenomenal de energia solar e eólica vai continuar. Este tipo de energia era responsável por 4% da geração em 2014, mas pode pular para 39% até 2060. Além disso, espera-se que a energia hidrelétrica e nuclear também continue a crescer. Porém, os combustíveis fósseis vão continuar sendo a fonte número 1 de energia. Eles caíram apenas 5% de 1970 até 2014, de 86% para 81%.

O conselho disse que mudando os carros a base de combustível para tecnologias mais em conta como carros elétricos seria um grande passo para “descarbonizar” o mundo. Os combustíveis dominavam 92% dos veículos em 2014, mas é esperado que este número caia para algo entre 78% e 60% com a popularização dos veículos elétricos.

As previsões do relatório sobre as emissões de carbono, no entanto, vão depender da força das tentativas para resolver a questão energética.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Todos nós carregamos uma luz infinita Dentro da Gente. você tem a opção de fazer que brilhe, ou deixar o interruptor desligado. A ESCOLHA É SUA Só vive no escuro quem quer.

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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Reduzir a Fatura Elétrica e a Pegada do Caborno

REDUZIR A FATURA ELÉTRICA E A PEGADA DO CARBONO.

A energia movimenta o mundo. Para que ela e os demais recursos naturais não acabem de vez, a ordem é consumir apenas o necessário, sem desperdícios. Este princípio da economia verde, ou seja, a aplicação da sustentabilidade nos negócios, é uma atitude inteligente e de bom senso de quem pensa no presente e no futuro do planeta. Uma análise profunda e cuidadosa de todo o processo de produção e gestão de uma empresa mostra claramente onde estão os excessos e permite um planejamento para o uso adequado.

- Os gastos com a iluminação das nossas casas e edifícios situam-se à volta de 10% do total do consumo de energia dos nossos edifícios. Felizmente esse consumo está a diminuir rapidamente, por via da adoção a nível mundial das novas lâmpadas econômica. Elas permitem reduções de cerca de 75%...

- A parte da iluminação nos nossos consumos energéticos pode descer dos 10% para níveis inferiores a 2%, mas para tanto é necessário mais do que apenas substituir as antigas lâmpadas incandescentes por novas LEDs e novas fluorescente compactas.

- É também necessário mudar alguns hábitos; deixar luzes desnecessariamente acesas continua a explicar uma parte significativa dos nossos consumos, quer nas nossas casas quer em edifícios. A questão comportamental é bastante relevante.

- O excesso de iluminação é outro importante elemento dos gastos em iluminação: a multiplicação de focos de luz em certas divisões de muitas habitações, em escritórios, em escolas, no exterior de moradias e em diversas outras situações é algo facilmente observável por um observador crítico.

- Pode argumentar-se com alguma razão que a adoção de formas de eletricidade renovável permite reduzir fortemente os efeitos negativos sobre o ambiente da iluminação dos nossos edifícios, e que é esse o caso de países como o Brasil ou Portugal, onde a eletricidade limpa atinge níveis de cerca de 70%. Mas também não nos devemos esquecer que há uma tendência universal para um consumo acrescido de eletricidade, nomeadamente por via da introdução de veículos elétricos, e de que é de toda a vantagem canalizar a nossa produção elétrica de base renovável para essas novas áreas de consumo, em vez de expandirmos ainda mais a produção....

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

O avanço da energia solar fotovoltaica no Brasil – Boas ou más notícias?

O avanço da energia solar fotovoltaica no Brasil – Boas ou más notícias?


clarice092016No Setor Elétrico Brasileiro, o ano de 2016 é marcado pela entrada da fonte solar fotovoltaica (FV) no Balanço Energético Nacional (EPE, BEN 2016), como mostra a figura abaixo. Também pela primeira vez, o Brasil acolheu a feira internacional de negócios em energia solar. O evento, realizado em São Paulo, no final de agosto desse ano, mostrou que o interesse pela fonte no País é crescente. Representantes do governo e atores de toda a cadeia comemoraram a sinalização do governo em apoiar o crescimento da fonte, através da continuidade da criação de demanda via o mecanismo de leilão.
Figura 1: Matriz Elétrica Brasileira
clarice092016a
Fonte: EPE, 2016, apresentação Relatório BEN 2016.
Além da modalidade de micro e minigeração, a energia solar fotovoltaica é transacionada através de Leilões de Energia de Reserva (LER), em que a quantidade a ser contratada é definida pelo governo, independentemente da declaração de demanda por distribuidoras de eletricidade. Espera-se que sejam realizados ao menos dois leilões, para a contratação de 1 GW cada, por ano. Esse montante seria o necessário para a estruturação cadeia produtiva.
Já foram realizados três leilões e haverá um quarto em dezembro desse ano. Como resultado dos leilões, em 2017 estão anunciados para entrar em operação 2,1 GW (contratados durante o 6° e o 7° LER) e, em 2018, mais 1.1 GW (contratado no 8° LER) de geração FV, na modalidade por quantidade de energia e prazo de suprimento de vinte anos. Entretanto, a expansão pode ser menos importante do que se anuncia. Levantamento realizado Bloomberg New Energy Finance, apresentado na conferência, mostra que 0,7 GW, um terço, da capacidade prevista para 2017 está em situação de risco e pode não ser concluído. Para o ano de 2018 também há problemas, somente 0,4 GW estão sendo desenvolvidos e 0,7 encontram-se em situação de risco. A situação financeira dos investidores é um dos pontos críticos.
Além dos riscos associados ao desenvolvimento dos empreendimentos, o setor teve recentemente importantes mudanças regulatórias, mediante a edição de duas portarias do Ministério de Minas e Energia (MME), a  104 e a 444. A Portaria MME nº 444, publicada no Diário Oficial da União em 29 de agosto, estabelece novas diretrizes dos próximos leilões de geração de energia que irão se aplicar ao LER a ser realizado em dezembro. De acordo com realease do MME, “o objetivo das novas diretrizes é: coordenar a contratação de geração com a conexão a instalações de transmissão existentes e com entrada em operação comercial no horizonte de início de suprimento do leilão; mitigar riscos referentes ao atraso de entrada em operação de instalações de transmissão; e dotar de maior transparência o processo para definição da Capacidade Remanescente, definindo prazos e os principais responsáveis em cada etapa.”
Um grave problema no entanto é a falta de previsibilidade com a qual os investidores terão de lidar. Somente fica estabelecido que “no prazo de até setenta e cinco dias antes da data de realização do Leilão” serão conhecidos os dados Quantitativos da Capacidade Remanescente do SIN para Escoamento de Geração, através de nota técnica ser nos sites da ANEEL, da EPE e do ONS. Além disso, a Portaria traz mais uma fonte de discricionariedade pois estabelece que “poderão ser considerados os seguintes critérios para empreendimentos de geração intermitentes: I – percentual da capacidade de Usinas Eólicas e Solares, para quaisquer instalações de transmissão nas quais se conectem Usinas dessas Fontes; e II – diversidade entre as Fontes Eólica e Solar em uma mesma Subestação ou Subárea.”
A Portaria 444 reforça a Portaria MME 104 de 23 de março de 2016, que determina que a habilitação técnica dos empreendimentos que desejam participar do certame depende da comprovação da capacidade de escoamento da sua potência associada ao Sistema Interligado Nacional – SIN. De acordo com seu Artigo 14, não será habilitado “o empreendimento de geração cujo Ponto de Conexão ao SIN tenha capacidade de escoamento inferior à sua potência injetada, observado o prazo para alteração do Ponto de Conexão”. Aqui cabe lembrar que o setor de transmissão passa por profunda crise e teve inclusive seu último leilão adiado por falta de investidores interessados.
A Portaria MME 104 ainda determina que o vendedor que não tenha comercializado a totalidade da garantia física no Leilão, se comprometa a não comercializar o restante da energia elétrica e que os vendedores não farão jus à receita de venda antes da entrada em operação comercial da Usina. Os vendedores poderão antecipar a entrada em operação comercial de seus empreendimentos de geração, desde que os Sistemas de Transmissão ou de Distribuição associados estejam disponíveis para operação comercial na data antecipada, sendo a Energia de Reserva, produzida, remunerada pelo preço contratual que for vigente no ano em que ocorrer a antecipação do suprimento, atualizado pelo IPCA. Os desvios anuais positivos da produção efetiva de energia elétrica, em relação ao montante contratado, além da margem de tolerância prevista, deverão ser reembolsados ao gerador pelo valor de trinta por cento do preço do Contrato de Energia de Reserva, em doze parcelas mensais uniformes no ano contratual seguinte. Já os desvios anuais negativos da produção efetiva de energia elétrica, em relação ao limite da margem inferior, deverão ser valorados pelo preço do CER acrescido da penalidade de quinze por cento e ressarcidos à Conta de Energia de Reserva, em doze parcelas mensais uniformes no ano contratual seguinte.
Assim, a difusão da fonte solar fotovoltaica ainda encontra importantes barreiras, mesmo sendo contemplada com leilões para sua expansão. Atrelar a expansão da fonte à expansão da capacidade de transmissão é benéfica para o equilíbrio do sistema, mas enquanto o problema da transmissão e da remuneração “do fio” não forem adequadamente enfrentados, não haverá verdadeiro avanço. Assim, podemos nos questionar se a expansão da fonte solar FV realmente deve ser dar por meio das fazendas solares que demandam novas conexões de transmissão, subestações e são menos eficientes por estarem mais longe do centro de carga. Através da micro e minigeração, se gera eletricidade onde ela é consumida e já em baixa potência. Evitam-se ainda questões fundiárias, impactos ambientais e licenciamentos, que também são fontes de atraso e de custos adicionais aos empreendimentos.
Se estamos em busca do equilíbrio do sistema também é importante se perguntar onde a eletricidade é consumida. A figura abaixo mostra claramente o peso do consumo dos setores residencial e comercial no Brasil além das importantes perdas, o que torna flagrante a oportunidade para a micro e minigeração. Ainda mais marcante é o dado que revela que cerca de 50% da eletricidade consumida no Brasil se dá nas edificações.
Figura 2: Fluxo de Energia Elétrica
clarice092016b
Fonte: EPE, 2016, apresentação Relatório BEN 2016.
Do lado do financiamento, no entanto, as modalidades são as tradicionais do SEB. As novas linhas de crédito, autorizadas pelo Ministério da Integração, permitem Bancos Públicos e Fundos Constitucionais concedam crédito para projetos de energias renováveis. Entretanto, somente conseguem crédito a taxas favoráveis os grandes empreendedores ou consumidores rurais. Praticamente não existe financiamento atrativo para pessoas físicas. Faltam linhas para locador e são cobradas altas taxa de juros para pessoas físicas.
Além disso, a recente revisão da Resolução 482, que regula a micro e minigeração, não foi acompanhada por mudanças na tributação. A isenção do ICMS sobre a diferença entre a energia ativa consumida e injetada, adotada por alguns estados, se aplica somente à GD na mesma unidade consumidora ou autoconsumo remoto (mesmo titular) limitado a 1 MW , quando o teto para a classificação para micro e minigeração foi elevado para 5 MW. A isenção não se aplica ao custo de disponibilidade (Grupo B), à energia reativa (Grupo A) nem  à demanda de potência (TUSD para Grupo A).
A oportunidade de expansão sustentável se encontra na difusão do modelo de negócios das Empresas de Serviços Energéticos (ESCOs), cujo serviço é proporcionar ganhos de eficiência energética aos seus clientes. Nesse negócio, um dos principais tipos de contrato é de performance, em que o financiamento do projeto é baseado no compartilhamento dos ganhos – parte para o cliente, parte para a ESCO e parte para a amortização CAPEX, em percentuais a serem definidos em cada projeto. Entretanto, somente agentes com robustez financeira serão capazes de bancar o financiamento do CAPEX dos empreendimentos.
Assim, apesar da maioria das notícias sobre a difusão da energia solar FV serem promissoras, ainda existem muitos entraves a serem superados. Nesse momento de rediscussão do modelo do SEB, é fundamental que se discuta a integração da geração distribuída, que se integre no planejamento nossos problemas de financiamento de transmissão e que se apoie a micro e minigeração distribuídas.
Referências:
EPE, Balanço Energético Nacional 2016, Relatório Síntese
MME, PORTARIA Nº 104, DE 23 DE MARÇO DE 2016
MME, PORTARIA Nº 444, DE 25 DE AGOSTO DE 2016

Dica Energética para quem quer começar a empreender, Energia Solar.

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terça-feira, 4 de outubro de 2016

BNDES eleva crédito a energia solar e reduz apoio a hidrelétricas e térmicas

BNDES eleva crédito a energia solar e reduz apoio a hidrelétricas e térmicas
Fonte: Reuters


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta segunda-feira novas condições para financiamento a projetos de energia que incluem melhores condições para usinas solares e a redução do apoio a grandes hidrelétricas e termelétricas.

O banco já sinalizava que precisaria mudar sua política em meio aos esforços por um ajuste fiscal anunciados pelo governo brasileiro, o que gerou forte expectativa entre os investidores devido aos vultosos empréstimos concedidos pela instituição ao setor elétrico nos últimos anos.

Representantes da instituição de fomento disseram a jornalistas em teleconferência, nesta segunda-feira, que as mudanças visam privilegiar com empréstimos mais atrativos, atrelados à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), setores vistos como de maior retorno social e ambiental, além de atrair o setor privado para financiar os demais empreendimentos.

O BNDES também anunciou para os investidores em energia o fim da concessão de empréstimos-ponte, que costumam ser utilizados pelas empresas para bancar aportes ou obras enquanto o banco analisa a concessão do financiamento de longo prazo a um projeto.

A diretora de Infraestrutura do BNDES, Marilene Ramos, disse que o objetivo da instituição é compensar o fim dos empréstimos-ponte com uma maior agilidade na aprovação das operações.

Pela nova política, as áreas com maior participação do BNDES serão as de energia solar, eficiência energética e iluminação pública, nos quais o banco participará com até 80 por cento dos itens financiáveis e com todos os recursos a TJPL, atualmente em 7,5 por cento ao ano.

Antes, o teto para empréstimos ao setor solar era de 70 por cento dos itens financiáveis.

Já as grandes hidrelétricas terão reduzida a fatia de empréstimos pelo banco de fomento a até 50 por cento dos itens financiáveis, ante 70 por cento anteriormente.

A mesma redução, de 70 por cento para 50 por cento, será adotada para as termelétricas a gás natural em ciclo combinado, enquanto térmicas poluentes, a carvão e óleo, não contarão mais com recursos da instituição de fomento.

"O banco está tomando essa decisão... para buscar preservar sua participação para as fontes de energia limpas", afirmou a superintendente de Energia do BNDES, Carla Primavera.

Nessa linha, usinas eólicas, à biomassa, pequenas hidrelétricas e projetos de cogeração terão mantido o atual nível de participação de até 70 por cento do banco, com recursos integralmente em TJLP.

TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO

As regras para apoio aos setores de transmissão e distribuição de eletricidade também mudaram, com previsão de uma participação menor do BNDES nos financiamentos, que tentarão atrair recursos do setor privado.

Em transmissão, o BNDES financiará até 80 por cento dos itens elegíveis, mas a custo de mercado, e não a TJLP. O prazo de amortização será de 20 anos, ante 14 anteriormente.

Já na distribuição, o banco apoiará investimentos com até 50 por cento dos itens financiáveis, que poderão receber até 50 por cento dos recursos a TJLP, com o restante a custo de mercado. Antes, até 70 por cento podiam ser financiados pela taxa de longo prazo.

As novas condições para transmissão já são válidas para o leilão de concessão para construção e operação de novas linhas que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) promove em 28 de outubro.

Crédito:  Luciano Costa


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Tenho medo de muita coisa na vida, Principalmente do novo, confesso é reiniciar uma nova revolução no Planeta.

Tenho medo de muita coisa na vida, Principalmente do novo, confesso é reiniciar uma nova revolução no Planeta.

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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Rio de Janeiro e Belém entre as cidades com melhor retorno econômico para energia solar

Rio de Janeiro e Belém entre as cidades com melhor retorno econômico para energia solar

A Comerc Energia divulgou dados importantes para o mercado de energia solar através do Índice Comerc Solar — um ranking para que consumidores de energia e interessados podem avaliar a oportunidade de investir em projetos de energia solar fotovoltaica.
Segundo a gestora de energia, a cidade do Rio de Janeiro e Belém são as capitais brasileiras onde a energia solar apresenta o melhor retorno econômico, levando-se em conta fatores como a irradiação solar, o ICMS cobrado na cidade e a tarifa de energia cobrada pela distribuidora local.

No ranking das cinco capitais onde os projetos de baixa tensão têm o melhor retorno no Brasil também estão Fortaleza (CE), Recife (PE) e Goiânia (GO). Os consumidores conectados à baixa tensão são pequenos negócios, condomínios, hospitais, shopping centers e residências. Os Dados atuais de geração distribuída da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), neste mês, indicam um total de 3.981 conexões de energia fotovoltaicas no país.

link: https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2016/08/rio-de-janeiro-e-belem-entre-cidades-com-melhor-retorno-economico-para-energia-solar/30095


https://www.facebook.com/GirassolSolarEnergia/posts/1059907074127831:0


segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Por que o mercado de energia solar deve esquentar

Por que o mercado de energia solar deve esquentar

CRÉDITO: Inês Godinho

Desde março, o Bondinho do Pão de Açúcar passou a ser movido por energia solar. A notícia tem mais um caráter simbólico, já que o cartão postal do Rio de Janeiro tem um consumo muito baixo, o correspondente ao gasto de energia de dez famílias.

PAINEIS SOLARES COLOCAM O BONDINHO NO SÉCULO 21
Não é o caso da Cidade Maravilhosa. Dono de altíssima incidência solar, o Rio encabeçou o ranking das capitais brasileiras com a melhor relação custo/benefício para investimentos em energia fotovoltaica para projetos de alta tensão. Em projetos de baixa tensão, a cidade ficou em terceiro lugar.
Desenvolvido pela Comerc Energia, maior gestora de energia do país, o índice solar oferece um panorama do potencial das principais cidades brasileiras. Levando os quatro requisitos em consideração, as cidades mais atraentes hoje para investir são:

CONTRADIÇÕES DO PARAÍSO DO SOL
Para a formulação do índice, a empresa levou em conta os fatores que mais influenciam o potencial de investimento e a expansão da energia solar no Brasil, além da irradiação: preço da energia elétrica na distribuidora local; o ICMS cobrado no estado; e a taxa de câmbio.
Contabilizando esses dados, o índice calcula em quantos anos se terá o retorno do investimento. Para comparar: enquanto um investimento feito no Rio levaria sete anos para ter retorno financeiro, em São Paulo, uma das capitais lanterninhas do ranking, seriam necessários 12 anos.
Como se vê, os custos continuam altos e permanecem como o maior entrave para a disseminação desse tipo de energia renovável no país.
Enquanto o Brasil se situa como o país com o maior potencial de aproveitamento de energia solar, fica próximo de zero quando se compara a capacidade instalada. Perde feio para uma Alemanha muito mais deficitária de insolação e já com grande uso dessa energia.
Mas atenção: com a criação do índice, a Comerc sinaliza um novo momento. A empresa, e também o setor, prevê que estamos no começo de um “boom” no Brasil, assim como já se percebe no mundo. Um mercado quase intocado de abre para os empreendedores.

SINAIS DE AVANÇO NO BRASIL
Especialistas indicam o avanço da geração de energia centralizada e distribuída como um dos fatores para o aquecimento do mercado. De 2014 para 2015, a geração de energia solar no Brasil cresceu quase quatro vezes, de acordo com o Balanço Energético Nacional, feito pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Outros fatos confirmam o movimento:
* Dados de geração distribuída mostram que, entre 2013 e julho de 2016, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) fez 3.864 registros de micro e mini geração no país.
* No final de 2015, a geração solar totalizava 59 GWh. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), há hoje no país 110 projetos de usinas fotovoltaicas em construção, que somarão, até 2019, 2.977,17 MW.
* A EPE tem cadastrados 419 projetos solares fotovoltaicos, equivalentes a 13.388 MW, para o segundo leilão de energia de reserva, previsto para dezembro deste ano.

CAUSAS DA EXPANSÃO
A nova posição que o Brasil se prepara para ocupar no ranking mundial de energia solar, com a ampliação de sua matriz energética, pôde ser constatada na recente 5º Intersolar South America, evento que reuniu a cadeia produtiva do setor em São Paulo. O número teve um aumento de 60% em relação a 2015, atraindo expositores de 12 países.
Tanto interesse foi motivado por fatores ocorridos nos últimos anos. Houve o aumento pesado nas tarifas, resultado da desorganização causada no setor elétrico pela queda de braço entre as empresas e o governo federal, no primeiro mandato de Dilma Roussef.
Por outro lado, a energia solar foi favorecida pelo barateamento da tecnologia e pelos novos marcos regulatórios. Um deles, a resolução normativa No. 482 de 2012, liberou o controle pessoal da energia para residências e comércio com o uso de pequenos geradores, sejam painéis solares ou microturbinas eólicas.
Imagine o susto das operadoras de energia elétrica ao ver diminuída a dependência dos consumidores ante seu quase monopólio. Barateamento na certa.
Essas oportunidades no Brasil foram percebidas por um grande número de protagonistas do mercado, que começam a chegar por aqui. E pode ter influência no fortalecimento da indústria local de componentes.
O setor trabalha com o dado de que, em 2050, 18% dos domicílios brasileiros contarão com geração fotovoltaica. Este tipo de energia representará 13% de toda a demanda elétrica residencial do país.

O PODER DO SOL NO MUNDO
A energia solar será uma das formas mais baratas de produzir eletricidade em muitos países a partir de 2020. Seus custos deverão cair em 60% até 2040, quando, em muitos países, a geração da energia solar custará menos de US$ 50 MWh.
Embora distante no tempo, este valor parece um sonho para muitos países e até o Brasil. Em 2016, o custo da energia no país caiu bastante em razão da crise econômica, beirando os R$ 240/MWh, cerca de US$ 75. No entanto, em 2015, a energia brasileira chegou a ser uma das mais caras do mundo, custando quase R$ 500 por MWh.
Globalmente, houve um crescimento de 20% em 2015 em instalações solares fotovoltaicas. Sob a liderança de China, Japão e Estados Unidos, o segmento emprega 8,1 milhões de pessoas no mundo, segundo o balanço anual da Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena).

OLHAR VISIONÁRIO
Outra maneira de medir o potencial de crescimento do setor consiste em acompanhar os investimentos dos megainvestidores. No início do ano, Elon Musk, o fundador da Tesla, ampliou sua participação na empresa Solar City, a líder do mercado americano, tornando a companhia de carros elétricos a única dona.
De uma hora para a outra, o visionário empreendedor sul-africano se tornou sinônimo de energia solar.
Pouco antes, ele havia lançado um equipamento que se tornou febre entre os descolados, a Powerwall, uma bateria para o mercado residencial, que armazena a energia captada por painéis solares. A bateria tem uso duplo, servindo para abastecer a casa e o carro elétrico.
Há quatro diferenciais na peça, presentes em quase todas as criações de Musk - a diminuição de custo (em média US$ 3 mil), a extensão do prazo de garantia (para 10 anos), a patente aberta e o design
Quando se poderia imaginar que um objeto sem graça pudesse ganhar status de peça de design? O equipamento em forma de um armário, ofertado em várias opções de cores, pode ser pendurado na parede, como uma peça de decoração. Houve uma longa fila de candidatos a comprar o primeiro lote e calcula-se que a empresa tenha embolsado quase US$ 1 bilhão.
Se continuar assim, preveem os analistas, ele pode fazer com a energia solar o que Steve Jobs fez com os computadores – transformar em objeto de desejo. O sonho de qualquer indústria de consumo.


http://www.dcomercio.com.br/categoria/sustentabilidade/por_que_o_mercado_de_energia_solar_deve_esquentar

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

As cartas à mesa

As cartas à mesa
Conheça quais são as principais fontes limpas que permitem acender as luzes no país, os prós, os contras e as perspectivas de cada uma no futuro da matriz elétrica brasileira

Crédito: Evanildo da Silveira

O Brasil é um dos países com a produção de energia mais limpa e sustentável do mundo. Em termos de energia elétrica, geramos 75% da eletricidade com fontes renováveis. Confira a seguir a atual situação dessas fontes no país e o que se pode esperar delas.


HIDRELÉTRICAS: TRADIÇÃO NACIONAL
Aproveitando-se do seu clima tropical, geografia continental e várias bacias hidrográficas, o Brasil construiu uma forte tradição em geração hidráulica na sua matriz elétrica. Para o físico José Goldemberg, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), ex-secretário da Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente do ­governo federal, as hidrelétricas são as que produzem eletricidade a menor custo e com menos poluição. “O potencial inexplorado permitiria dobrar a quantidade de eletricidade produzida hoje”, afirma.
As principais vantagens dessa fonte incluem capacidade de armazenamento, geração de grandes quantidades de energia, funcionamento ininterrupto e resposta rápida às demandas, além de tecnologia consolidada e que permite controle de tensão e frequência, com respostas também rápidas, explica Goldemberg. “Isso é facilitado pela existência de um sistema interligado de usinas por linhas de transmissão”, diz o engenheiro eletricista e doutor em engenharia elétrica Jorge Luiz do Nascimento, chefe do Laboratório de Fontes Alternativas de Energia (Lafae) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Nascimento defende que o Brasil não abandone totalmente as hidrelétricas devido às suas vantagens. Com o aumento dos cuidados ambientais, porém, os extensos alagamentos feitos em décadas passadas para a construção de usinas como Itaipu e Balbina estão dando lugar à geração hidráulica a fio d’água, de menor impacto socioambiental e mais dependente do caudal dos rios, por não estocar grandes volumes de água.
Entre as desvantagens, Nascimento cita os grandes impactos ambientais durante a construção, implantação e operação das hidrelétricas, a possibilidade de mudar o clima das regiões próximas (sobretudo o regime de chuvas), o deslocamento de populações devido à construção dos lagos e à procura de emprego, a possibilidade de afetar a fauna e a flora locais.


SOLAR: PROMESSA QUENTE
Apesar de uma participação de menos de 1% na matriz elétrica nacional, a energia solar tem enorme potencial para o futuro. Izete Zanesco, do Núcleo Tecnológico de Energia Solar (NT-Solar), da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), frisa que, ao contrário da energia eólica, centrais para produção de eletricidade usando o Sol podem ser instaladas em todo o país e em sistemas de pequeno porte no local do consumo de eletricidade, interligados à rede pública de distribuição.
Há duas formas de usar a energia solar para gerar energia elétrica. Uma é a fotovoltaica de menor escala ou de geração distribuída, baseada em painéis para captar os fótons da luz. Já as plantas concentradoras (CSP, do inglês Concentrate Solar Power) usam uma espécie de espelho refletor para concentrar a radiação em um ponto de modo a aquecer um fluido, como se fosse uma termelétrica.
Instalação de placas solares: um mercado que estimula o surgimento de pequenas e médias empresas
Além de ser limpa, segura e renovável, essa fonte causa pouco impacto na construção e nenhum na operação. A vantagem é também econômica: a energia solar é muito indicada para gerar água quente para banho, substituindo uma parte importante da demanda residencial que vem de chuveiros elétricos.
Como depende de fornecedores e serviços de ­manutenção, ela estimula o surgimento de pequenas e médias empresas, espalhando empregos. Segundo Thiago Almeida, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace, até 2018, esse setor vai receber em investimentos R$ 12,5 bilhões com o que já tem contratado, o que deve gerar até 60 mil empregos. Segundo a ONG, em alguns estados o investimento em placas para uma casa de quatro pessoas é de R$ 15 mil, que se paga em cinco anos e gera energia por 25 anos.
A intermitência e a impossibilidade de ser armazenada estão entre as principais desvantagens dessa fonte.

EÓLICA: AO SABOR DO VENTO
O vento é a fonte com maior crescimento no Brasil. Entre abril de 2014 e abril de 2015, a capacidade instalada aumentou 102%, chegando a 5,8 megawatts (MW). Segundo o relatório de 2015 do Conselho Mundial de Energia Eólica, divulgado em abril, o país foi o quarto em crescimento de energia eólica em 2015, com 4,3% do total de nova capacidade instalada no mundo, ficando atrás apenas de China, Estados Unidos e Alemanha.
Turbinas eólicas: o país já é o 10° produtor mundial desse tipo de energia
A tendência deve continuar nos próximos anos. Números da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) mostram que, em março de 2016, a capacidade já passou a 9,2 GW, distribuída em 369 parques eólicos, o que dá ao Brasil o 10º lugar no ranking mundial dessa fonte.
Além de ser limpa e inesgotável, a energia eólica não causa impactos ambientais durante o funcionamento, tem custo de operação baixo e possibilidade de operar complementarmente à energia solar, pois, em períodos sem sol, o vento é mais forte. Os contras incluem geração intermitente, impossibilidade de armazenamento e geração de pequenas quantidades de eletricidade, quando comparado a hidrelétricas. De acordo com o pesquisador José Luz Silveira, do Grupo de Otimização de Sistemas Energéticos, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), é preciso conceber projetos não apenas para as concessionárias, mas também para pequenos autogeradores. “Além disso, é necessário investimento maciço na fabricação de turbogeradores eólicos e torres”, acrescenta.


BIOMASSA: PLANTAÇÃO DE ENERGIA
A biomassa é uma das fontes que mais se destacam no país. Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia (MME), lembra que, segundo o Balanço Energético Nacional, a biomassa da cana-de-açúcar representa quase 16% da energia ofertada no Brasil e cerca de 40% da oferta total da renovável. Ela usa resíduos ou rejeitos inservíveis na geração de energia e é inesgotável e limpa, pois a planta absorve o CO2 emitido. Atrelada à política de etanol, porém, ela sofre com os vaivéns na área.
Cultivo de cana-de-açúcar, uma das principais fontes de biomassa no Brasil
Maria Cristina Milinsk, coordenadora do Curso de Engenharia de Energias Renováveis da Universidade Federal do Paraná (UFPR), ressalta que há, ainda, grandes desafios tecnológicos a ser superados para uma produção mais eficiente. “Precisamos trabalhar para a formação de recursos humanos qualificados e desenvolver materiais e equipamentos que possam atender as diferentes fontes de biomassa disponíveis para a geração de energia”, diz.


NUCLEAR: ALTAMENTE CONTROVERSA
Como lembra o engenheiro mecânico e mestre em Energia Arnaldo Vieira de Carvalho Jr., que trabalha há 19 anos no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington, como especialista líder em energia sustentável, o Brasil começou bem seu programa nuclear há 40 anos, acompanhado por forte desenvolvimento industrial associado ao ciclo de combustível e de produção de equipamentos de geração. No entanto, ele observa, as sucessivas interrupções e atrasos de cronograma tornaram seus custos insustentáveis.
A usina nuclear de Angra 1: opção cara e que pode originar problemas seriíssimos.
Mas a necessidade de fontes de baixa emissão de carbono e de plantas de geração elétrica de base oferece novas oportunidades para a energia nuclear, diz Carvalho Jr. Ela é limpa, pois não emite poluentes, e tem grande potencial no Brasil, dono de uma das maiores reservas de urânio do mundo.Mas a necessidade de fontes de baixa emissão de carbono e de plantas de geração elétrica de base oferece novas oportunidades para a energia nuclear, diz Carvalho Jr. Ela é limpa, pois não emite poluentes, e tem grande potencial no Brasil, dono de uma das maiores reservas de urânio do mundo.
Por outro lado, essa energia é cara e problemática. José Goldemberg lembra que ela exige pesados investimentos de capital e tem originado grandes acidentes, como Chernobyl. “Prova­velmente, é uma opção a ser usada apenas na ausência de alternativas menos custosas e problemáticas”, avalia. O Greenpeace não contempla nem essa hipótese: “É extremamente arriscada, como já se sabe, e as usinas só são construídas com grandes subsídios do governo. Angra 3 começou em 1984 e já custou R$ 7 bilhões para o país”, diz Thiago Almeida.

fonte: http://www.revistaplaneta.com.br/as-cartas-mesa/